Tietê: O Grande Vilão das Enchentes

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logop.jpg (4792 bytes) Veja, tecnicamente, como ocorre o escoamento das águas de um rio.
logochuva.jpg (6469 bytes) Conheça a diferença entre Chuva de Verão e Chuva de Inverno
O engenheiro Roberto Massaru Watanabe apresenta uma visão técnica sobre o assunto ....
Muito se ouve falar de Piscinões, Rebaixamento de calha do rio e de outras providências que, no mercado dos políticos demagógicos onde eles vendem os seus peixes, dizem que irão resolver definitivamente os problemas causados pelo grandes vilões das enchentes da cidade de São Paulo, ou seja, o Pirajuçara, o Aricanduva, o Tamanduateí, o Tietê, o Cabuçu e mais alguns coadjuvantes de menor destaque.

Somos testemunhas de que até governadores foram eleitos prometendo "Beber desta água", mas, infelizmente, para todos os habitantes dessa maltratada metrópole, até hoje nada de efetivo foi feito. Parece um grande paradoxo, pois já se gastou, até onde se sabe, muitos bilhões de dólares nesses projetos de eficiência duvidosa.

Parece até que existe uma grande dessintonia entre os diversos níveis dos governos. Se o assunto vai render votos nas eleições, então é da alçada de todos os níveis, ao contrário, se não vai render dividendos políticos, então se valem do já conhecido "jogo da barriga".

Nas enchentes que ocorrem em todos os verões, assistimos prefeitos, vereadores, administradores regionais e mais um sem número de autoridades, dos mais variados níveis e incríveis escalões governamentais dizendo que muito foi feito, que o seu governo foi o que mais investiu, etc, etc e etc.

Entretanto, não precisamos ir muito longe para constatar a grande farsa, o grande teatro em que transformaram a política brasileira. O lendário rio Tietê, no trecho que banha o Tatuapé, encontra-se no estado de total abandono podendo se constatar êrros, omissões e descasos grosseiros.

De acordo com o engenheiro Roberto Massaru Watanabe, a seção transversal do rio Tietê foi projetada para alojar 2 avenidas marginas, uma em cada margem do rio, a calha por onde corre o rio, normalmente nos dias de sol, e de uma área especial denominada Área de Inundação por onde o rio deveria correr quando ocorrem as enchentes.

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Ainda segundo Watanabe, ENCHENTE é diferente de INUNDAÇÃO. A enchente ocorre quando o rio Tietê recebe, repentinamente, um grande volume de água dos seus afluentes como o rio Aricanduva, que deságua muitos milhões de litros em alguns poucos minutos. A água que já estava no Tietê a uma certa velocidade, precisa de algumas horas para ganhar força e adquirir uma velocidade maior.

Os leitores podem entender este fenômeno lembrando daquele dito popular que diz: "Sai da frente que atrás vem gente". Enquanto os da frente não aumentarem a velocidade, os de trás só podem ficar se amontoando uns por cima dos outros. É o que o rio faz.

Enquanto a água do Tietê não ganha velocidade, a que vem do Aricanduva vai sendo acumulada, acumulada, acumulada, tudo na mesma região e vai enchendo, enchendo e enchendo até transbordar.

É por causa desse fenômeno hidráulico que o rio Tietê precisa de uma área lateral para poder absorver essa enchente.

Essa área existe e deveria situar-se alguns metros abaixo das avenidas marginais.

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Quando a área de inundação está limpa, sem mato nem entulho, nem lixo, nem barracos de invasores, o equilíbrio é perfeito, a enchente ocorre mas não chega a invadir as avenidas marginais, nem tampouco as ruas das proximidades. Em outras palavras, não ocorre a INUNDAÇÃO.

Entretanto, por negligência, descaso ou falta de tempo, os governos não tem feito a manutenção da calha do rio.

Pior ainda. Além de não fazer o que deveriam, uma empreiteira, provavelmente com autorização dos órgãos competentes, resolveu desassorear o rio em pela Época das Chuvas. A foto tirada no dia 18/12/00, no Tatuapé,  mostra que uma draga está retirando material do fundo do rio e depositando exatamente na área de indundação do rio. Com isso, o rio Tietê perdeu completamente a capacidade de absorver as enchentes. Com qualquer chuva, mesmo pequena, a enchente vai inundar as ruas e as casas próximas.

A situação para o próximo mês de janeiro de 2001, o primeiro do novo milênio, é por demais preocupante. A meteorologia está prevendo que irão ocorrer, neste ano, aquelas chuvas de grande intensidade pluviométrica que costumam ocorrer a cada 50 anos.

Tendo perdido a sua Área de Inundação, o rio vai transbordar e vai inundar as ruas próximas destruindo o patrimônio das pessoas que, a muito custo conseguiram ajuntar um pouco de conforto para as suas sofridas vidas.

Sabemos o que vai acontecer. Sabemos exatamente os locais em que isso vai acontecer. Sabemos até como vai ser e a extensão exata dos prejuízos.

Será que não existe alguma forma de se diminuir o impacto dessa catástrofe?

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Área em que irão ocorrer as inundações no mês de janeiro do ano 2.000:
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Vai ser o grande Presente do Novo Milênio para os moradores das proximidades. Durma-se com um barulho desses.

Você acha que podemos fazer alguma coisa para evitar estas catástrofes?
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Alguns SITES preferidos pelo autor:

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Foto publicada na Gazeta do Tatuapé na edição do dia 24/12/00,

mostrando a aflição dos moradores vendo a água subir, subir, subir ...  e
não poderem fazer absolutamente nada para salvar as suas coisas. Muitas vezes, bens conquistados ao longo de toda uma vida são simplesmente perdidos numa única enchente.

http://www.futurasgeracoes.com.br/htm/aguasmarco.htm     
http://www.unicid.br/imprensa/gazeta_tatuape02.htm
http://www.ebanataw.com.br/enchente.htm  
Para ver as palestras do professor Watanabe, clique aqui.

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Poço profundo não é a mesma coisa que poço artesiano. Veja quais são as diferenças.botaomais.gif (452 bytes)

Pode vir a faltar água na Grande São Paulo? Veja a realidade. botaomais.gif (452 bytes)

[4513] -  ET6/www/roberto/rotary/tiete.htm em 26/12/2000, atualizado em 16/06/2005.