Energia é vida!

B R A S I L   2 0 20

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 BRASIL 2020

O ano de 2020 ficará na história deste planeta como sendo o ano de partida para o desenvolvimento industrial global.

Com o desenvolvimento tecnológico ocorrido nas últimas décadas, os meios de produção industrial passaram por um processo de globalização onde as indústrias, antes bastante verticalizadas, sofreram achatamento na sua estrutura de produção terceirizando grande parte do seu parque fabril. O processo de globalização atravessou fronteiras e mesmo veículos produzidos em locais distantes, como no Japão por exemplo, são equipados com motores fabricados em Taubaté, no Vale do Paraíba.

Outras conjunturas como a escassez de matéria prima para a produção de energia elétrica obrigaram grandes conglomerados industriais a abandonar seus países de origem, sua terra natal, e instalarem-se em países com maior disponibilidade de energia elétrica.

Não basta ter energia elétrica mas é importante que ela seja limpa e renovável.

A França não tem matéria prima para a produção de eletricidade. Então suas fábricas de automóveis, algumas de orgulho nacional como a Citroem, foram obrigadas a procurar outras paragens com mais

Na década de 70, o Brasil sinalizava para o mundo que estava investindo na produção de eletricidade a partir da força das águas. A Hidrelétrica é a única forma de produzir eletricidade com matéria prima barata (a água) por meio de um processo que não polui o meio ambiente (nem o ar e nem as águas), não contribui para o efeito estufa e usa a água que é a matéria prima 100% renovável pois fluindo para os mares o ciclo hidrlógico se encarrega de transformar em chuvas que reabastessem os reservatórios, fornecendo energia confiável, 24 horas por dia.

A construção da Hidrelétrica de Itaipu (1975) e Tucurui (1976) acrescentando 22 milhões de quilowatts à rede nacional são os exemplos dessa sinalização.

HIDRELÉTRICA DE ITAIPU NO RIO PARANÁ (14 MILHÕES DE kW) HIDRELÉTRICA DE TUCURUI NO RIO TOCANTINS (8 MILHÕES DE kW)

Mas, a eletricidade é um insumo de demanda altamente crescente e não se pode estacionar, se acomodar. O Brasil continuou a investir na construção de novas hidrelétricas.

Alguns grupos nacionalistas (de outros países), temendo a evasão de suas indústrias tentaram de todo jeito impedir os novos investimentos brasileiros em usinas hidro-elétricas. Conseguiram causar muitos transtornos mas o Brasil seguiu em frente e conseguiu, a duras penas, concluir a construção de 3 hidrelétricas de porte. São elas:

HIDRELÉTRICA DE SANTO ANTONIO
NO RIO MADEIRA (3,6 MILHÕES DE kW)
HIDRELÉTRICA DE JIRAU
NO RIO MADEIRA (3,7 MILHÕES DE kW)
HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE
NO RIO XINGU (11 MILHÕES DE kW)

Considerando a capacidade instalada de apenas essas 3 mega-usinas, o Brasil está injetando 18,3 milhões de quilowatts ao sistema interligado brasileiro.

PARA ONDE VAI TODA ESSA ENERGIA?

Obviamente, não se produz eletricidade somente por produzir e é necessário ter fábricas que consigam consumir toda essa energia e produzir produtos de consumo como automóveis, smartphones, computadores, televisores, refrigeradores, máquinas de lavar, remérios, alimentos processados, etc.

E, ONDE ESTÃO ESTAS INDÚSTRIAS?

Estão na macrorregião São Paulo-Rio incluindo todo o vale do rio Paraíba e a região do sul de Minas:

onde já existe uma vasta rede interligada de distribuição de eletricidade, a maior do mundo:

Pois é, esta rede de distribuição de eletricidade existente receberá um grande acréscimo com a chegada da eletricidade produzida pelas novas hidrelétricas de Santo Antonio, Jirau e Belo Monte, o que já está parcialmente sendo feita por meio de potentes Linhas de Transmissão que medem mais de 2.000 quilometros cada. Veja as linhas que estão sendo finalizadas neste ano de 2019 ligando as novas usinas diretamente à macrorregião de São Paulo/Rio/Minas.

São linhas em Corrente-Contínua na voltagem de 800.000 Volts. O Brasil foi o píoneiro neste tippo de transmissão a longa distância quando ousou transmitir a eletricidade de Itaipú por corrente-contínua 600.000 Volts de mais de 800 quilômetros, na época (1975) um grande desafio tecnológico. Construiu não apenas uma linha mas duas e atualmente o Brasil é lider nesse tipo de transmissão que elimina uma série de problemas técnicos como a reatância e as perdas no caminho.

Veja o longo traçado das linhas até chegar aos grandes centros consumidores do sudeste.

Deste modo, a macrorregião São Paulo-Minas-Rio terá a maior disponibilidade do mundo de eletricidade abundante, barata e 100% renovável do mundo. Não é à toa que os gigantes conglomerados industriais do mundo como a Rolls Royce, a Hyunday, a Nissan e tantas outras estão se instalando nesta região.

MAS DEVEMOS TOMAR CERTAS PRECAUÇÕES:

Todo esse desenvolvimento irá atrair milhares, talvez milhões, de novos habitantes que demandará, é lógico, infraestrutura de abastecimento de água (que já é precário), redes e estações de tratamento de esgoto sanitário (que já é quase inexistente).

SANEAMENTO BÁSICO:

Não bastasse as agressões que os recursos hidricos sofrem pelas mãos do ser humano, agora existe o perigo de contaminação das águas pelo Mexilhão Dourado, uma praga se não se tem, ainda,controle. Veja mais detalhes em .

ACESSO RODOVIÁRIO:

A única rodovia que interliga todas as cidades do vale do rio Paraiba é a Rodovia Presidente Dutra, uma estrada antiga que nem teve projeto e foi sendo construida pelos tropeiros ao longo de muitos anos de modo que é cheia de curvas fechadas, rampas íngremes e, pior, passa na zona urbana das cidades.

O poder público já deveria ter construido uma nova rodovia nos moldes modernos para o tráfego seguro desses novos transportadores que pesam até 91 tonaladas com vias laterais nas regiões de acesso a cidades, tudo prevendo o crescimento urbano das cidades.

ACESSO FERROVIÁRIO:

A principal ligação ferroviária entre as 2 maiores capitais do Brasil nem é eletrificada e possui um traçado ultrapassado e muitos trechos é de via singela, isto é, só passa um trem em cada sentido.

UM NOVO TIPO DE POLUIÇÃO:

Quando se fala em POLUIÇÃO, logo pensamos na Poluição dos Rios com o esgoto sendo lançado sem tratamento ou na Poluição da Terra com os lixões, na Poluição do Ar com a fumaça das chaminés das fábricas mas existe um outro tipo de poluição, que não é novo mas que no Vale do Paraíba vai atigir proporções catastrõficas que é a Poluição pelo Calor.

As indústrias, mesmo as que não têm fornos ou estufas, produzem muito calor. Quando uma prensa hidráulica pressiona uma chapa de aço transformando a chapa lisa, por exemplo, numa porta de carro, a porta recém formada sai tão quente da prensa que não é possível retirá-la com as maõs. Isso porque grande parte da energia mecânica aplicada pela prensa é transformada em energia térmica (calor). Você pode constatar essa transformação da energia em calor quando entorta e desentorta várias vezes um simples pedaço de arame. Ele fica quente.

Veja mais detalhes sobre a Poluição pelo Calor no Vale do Paraíba em .

 

NOTA IMPORTANTE: Este site é mantido pelo  engenheiro Roberto Massaru Watanabe, formado pela Poli/USP turma de 1972, e que participou do projeto das hidrelétricas de Jupiá, Ilha Solteira, Itaipu e Tucurui e voluntariamente desenvolve o site na medida em que sobra um tempinho. Ele faz isso para divulgar detalhes técnicos importantes mas que não é de conhecimento de todos e que por isso mesmo causam muitas dores de cabeça. Por sua finalidade didática, o conteúdo do site pode ser livremente divulgado, copiado e impresso. Entretanto, seu conteúdo (texto, figuras e fotos) possuem proteção autoral, de modo que não é possivel pirateá-lo, isto é, copiar e depois divulgar como se fossem de sua autoria.

RMW\energia\BRASIL2020.htm em 13/04/2019, atualizado em 11/08/2019.

    RMW-155-26/08/2019