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A SAGA DE UM IDEAL

27/04/2007

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      Ao contrário do que alguns possam pensar, Paul Harris teve uma infância sofrida. Seu pai,

O pai de Paul Harris, muito pobre, não teve condições de criá-lo, deixando-o a cargo do avô.

Mais tarde, já formado em Direito, teve muitas dificuldades para se estabelecer em Chicago. Jovem advogado oriundo de pequena cidade do interior tentando se estabelecer profissionalmente na Capital do Crime.
Vejamos em detalhes algumas das passagens da vida de Paul Harris que eu extraí de um livro escrito por Paul Harris intitulado Meu Caminho para Rotary.

1o A INFÂNCIA EM WALLINGFORD:

o       Pai: George Harris

o       Mãe: Cornelia Bryan Harris

o       Avô: Howard Harris

o       Avó: Pâmela Harris

o       Irmão (mais velho): Cecil

o       Irmã (mais nova) Nina May

 

o       Nasceu em Racine mas cresceu em Wallingford.

o       Pág 3 - “Fatores econômicos determinaram a divisão da nossa família. Em outras palavras, papai havia fracassado nos negócios e trazia-nos, os filhos homens ao refúgio da sua casa paterna, como era uso na época e ainda, é, nos períodos de extrema dificuldade. Como a nossa irmã Nina May, era ainda criança de colo, minha mãe achou que seria encargo muito pesado passá-la aos meus avós. Preferiu mantê-la consigo, arranjando-se como fosse possível, em Racine, uma cidade agradável, situada em praia do lago Michigan, onde todos nós, seus filhos, nascemos.

 

o       Foi levado pelo Pai para ser criado pelo Avô:

o       Pág 1 – “Numa noite de verão, há muitos anos, três membros da nossa família, papai, meu irmão Cecil, de cinco anos e eu, criança de dois anos, desembarcamos do trem em Wallingford, Vermont. Na plataforma, tudo escuro. Apenas a luz vacilante de uma lanterna, segura por um homem alto que eu não conhecia, rompia o manto negro que envolvia o mundo. A cena inusitada ficou tão vivamente impressa na minha memória que jamais se apagará ou se ofuscará, enquanto eu viver,

o                   O homem alto tomou a minha, na sua mão enorme e forte, como a do meu pai, a qual estava quente e parecia ser própria para conduzir crianças através de terrenos irregulares. Com papai conduzindo Cecil, lá nos fomos, rua acima, num séqüito silencioso cuja solenidade se pronunciava pela escuridão da noite. Aquele homem alto era meu avô.”

 

o       A Avó era muito rigorosa::

o       Pág 11 – “             A casa toda espelhava cuidado e ordem doméstica. A toalha de linho sempre impecável sobre a mesa, embora portasse alguns remendinhos muito caprichados, testemunhos mudos mas eloqüentes dos préstimos e do zelo da dona da casa. Sempre que vejo tais remendos sinto doridas saudades. São as pequenas mostras de dignidade e ordem que o tempo não apaga da memória de quem as viveu.

o                   As casas, mesmo as mais solidamente construídas, podem ser destruídas pela tempestade, pelas enchentes ou pelo fogo mas as recordações dos lares onde impera o amor são imperecíveis Quando a gente recorda o distante passado, muito do que pareceu importante se desvanece na insignificância, enquanto que pequeninas coisas ressurgem, dominantes, a ponto de superar, na consciência, tudo o mais, em importância. Sacrifício, devoção, honra, verdade, sinceridade, amor são virtudes candentes das antigas famílias bem formadas.

o       A cozinha de vovó funcionava como um relógio. Como um motor bem regulado; como o coração de um ser humano. Ali era gerada a energia que controlava os afazeres domésticos.  Era o centro, o cérebro da atividade e da vida da família.”

 

o       A Cidade de Wallingford era muito pobre e muito simples:

o       Pág 17 – “Avaliadas em termos de dinheiro as pequenas lojas de Wallingford nada tinham de valiosas mas como força social eram de valor inestimável. Elas ocupavam os seus proprietários. Atender as lojas era muito mais saudável do que ficar em casa irritando a família e, pessoalmente, se aborrecendo. Tinham, também, a serventia de reunir outros velhos desocupados que, assim, se distraiam e matavam o tempo. O trabalho de atender essas lojas, é fácil de imaginar, não era nenhum sacrifício.

o                   O tempo nada significava para tais comerciantes. Suas lojas eram ligadas às residências e eles podiam ser chamados a qualquer hora do dia ou da noite. Nenhum deles, que aspirasse criar um centro social, teria de planejá-lo e esperar por isso. Era só dispor algumas cadeiras em torno de um foguinho baixo, com uma razoável escarradeira próxima, e teria, de pronto, um grupo de bons mascadores de fumo hábeis no cuspir à distância, orgulhosos dessa habilidade.

o                   George Edgerton, por exemplo, permanecia quase o dia inteiro sentado e se acontecia o inesperado de aparecer algum freguês, George o fazia esperar até haver-se recuperado da surpresa e do desgosto de ter de recebê-lo e servi-lo. “

 

o       A IGREJA ERA MUITO PRESENTE E MUITO RIGOROSA:

o       PÁG 19 “Vovó costumava levar Cecil e eu à igreja e me lembro bem da afetada ordem interna do velho templo Congressional. Vovó vestia-se num elegante vestido de rendas de cor discreta, como convinha ao dia de repouso semanal na Nova Inglaterra.

o                   A população da cidade, homens, mulheres e crianças, deslizavam silenciosamente pelos corredores laterais da nave e penetrava, respeitosa, por entre fileiras de poltronas estofadas, para tomar lugar e cumprir sua função, no coro, ou na cooperação do culto ou, enfim, para que pudesse concentrar-se profundamente nas orações e também, para, de quando em quando, dar longas cochiladas.

o                   Todos se esmeravam para não tomar quaisquer atitudes impróprias ou desrespeitosas na igreja. Era a casa de Deus. Nem mesmo era permitido que alguém se virasse para cumprimentar um amigo discretamente.”

 

 

2o A ORIGEM DO SINO ROTÁRIO:

o       O SINO ERA USADO PARA “CHAMAR” OS FIÉIS PARA A MISSA:

o       Pág 24 “Nada perturbava a tranqüilidade dos nossos domingos a não ser o clangor do sino, no alto do campanário da igreja, respondendo aos puxões vigorosos da corda pendente, pelo sineiro, o Capitão Johnson. Eu não sabia quem esse Capitão Johnson era, nem quem eram seus pais e mesmo, porque lhe haviam atribuído a patente de capitão. Tudo o que posso afirmar, com segurança, é que sempre que o sino da igreja soava a gente podia divisar na sacristia, o capitão balançando verticalmente uma corda ondulante, que desaparecia num buraco do teto. O capitão subia e descia agarrado na ponta da corda, de tal forma que se tinha a impressão de ser a corda que movia, puxando o sineiro.

 

o       ÀS VEZES, O SINO ERA USADO PARA NOTICIAR UMA MORTE:

o       Pág 26 “A primeira badalada do sino, toda gente suspendia o que estava fazendo. As donas de casa, que estivessem a lavar, retiravam as mãos do meio da espuma, enxugavam-nas numa toalha ou no avental que estivessem usando, benziam-se e diziam, num suspiro : "alguém morreu! " Em seguida contavam as batidas. . . Como a idade de todos era mais ou menos conhecida, não havia muita dificuldade para identificar o morto. Durante a contagem, se as batidas ultrapassassem um certo número, lá vinha um suspiro de alivio e... "Graças a Deus não é a Millie!". Ainda posso ver com os olhos da memória, vovó contando pacientemente as lúgubres batidas: oitenta e oito, oitenta e nove, noventa e, virando-se para vovô : - "foi o Sr. Lovett, pai! Partiu para o descanso eterno! Teve uma vida longa! Sofreu muito mas, afinal, descansou!"”

 

o       LEMBRANAÇAS DO PAI:

o       PAG 45 “As recordações que tenho de meu pai, durante o tempo que ele permaneceu em Wallingford, são vagas. Em raras ocasiões, às tardes de domingo, ele saia comigo em longos passeios. Nos dias úteis da semana íamos, com freqüência às montanhas a procura de todas as variedades de amoras que lá existiam. Fomos, uma vez, pescar trutas. Grande aventura! Outra vez cedendo aos meus insistentes pedidos, levou-me ao "Tanque da Raposa" para ensinar-me a nadar. Até então, eu jamais entrara n'água e, em razão disso, a minha satisfação transformou-se em medo, quando senti o frio do líquido. Papai se impacientou e atirou-me, impensadamente, no tanque. Lembro-me que quando abri os olhos, dentro d'água, encontrei-me num estranho mundo verde e quando me pilhei em terra, a salvo, embrulhei-me rápido nas minhas roupas e nunca mais pedi a papai para ensinar-me a nadar.”

 

o       A VISITA DA MÃE

o       PAG 46 “Numa tarde de verão saí para dar uma voltinha até a rua principal da cidade a pouco mais de uma quadra da casa, quando vi uma senhora atravessando a rua. Ela conduzia uma criança e carregava uma maleta. Havia, evidentemente, desembarcado na estação da estrada de ferro e vinha em minha direção. Eu jamais vira uma mulher tão bonita e tão  bem vestida.  A aparição da estranha senhora era tão inusitada que me senti envergonhado da minha aparência humilde e desleixada. Tomei consciência do meu chapéu furado, da minha camisa suja, das minhas calças remendadas e, principalmente, dos meus pés descalços. Fiquei profundamente perturbado ao vê-la aproximar-se, olhando-me atentamente. Impertiguei-me fascinado e sem fala, sob seu olhar. Ela perguntou:

o                   "Você é Paulinho Harris?"

o                   Admirado e chocado por verificar que aquela criatura tão linda sabia o meu nome, eu gaguejei cheio de emoção:

o                   "Sim, senhora".

o                   Incontinente ela tomou-me em seus braços e beijou-me apaixonadamente, chorando de alegria. As palavras que falou ainda vibram dentro de mim: 

o                   "Pois eu sou sua mãe, Paul querido! " Lembranças vagas de alguém parecido com a mulher, que me abraçou, pareciam tomar forma na minha memória mas ainda eram confusas. Prefiro atribui-las às referências de vovó, quando, à hora de dormir, rezava "Deus abençoe papai e mamãe para sempre". Finalmente ali estava mamãe. Ela tomou minha mão nas suas e eu a conduzi, mais minha irmã Nina May, ao único lar que eu conheci, meu lar na Nova Inglaterra. .

o                   Não me lembro por quanto tempo mamãe permaneceu em Wallingford. Suponho que por muito pouco.”

 

o       A MORTE DE VOVÔ

o       PÁG 169 “Depois da morte do vovô terminei o ano em Princeton e voltei para passar o verão com vovó.

o       Raramente ela se referia, a vovô, embora eu o sentisse sempre presente nela. Certa vez falava dele num dos nossos vagares pelo jardim. Eis o que me disse:

o                   "Eu fui feliz, Paul. Tive o amor constante do seu avô por mais de sessenta anos. A maior benção para qualquer mulher é ter o amor constante de um bom marido e bom pai dos seus filhos. Nossa vida não foi só um mar de rosas, é verdade. Foi uma luta contínua e tivemos a nossa dose de tristezas e dores. Perdemos três filhos. Tivemos momentos de desânimo e de não sentir o valor da vida mas havia, sempre, tarefas a cumprir, deveres a obedecer. Havia o viver, como o morrer. E ninguém poderá ser maior amparo para a mulher que o seu próprio marido. Meus pensamentos foram os de seu avô e os dele foram os meus. Parece que eu estou morta pela metade de mim mesma".

o                   "Paul, eu, às vezes, me pergunto se você está consciente do quanto você significou para o seu avô. Ele chegou a pensar que a sua vida fora um fracasso. Como você sabe, ele alimentava grandes esperanças para o seu pai e não regateou despesas e cuidados para a educação dele. O desapontamento que seu pai lhe deu, despedaçou-lhe a alma. E, então, você, providencialmente, veio aqui pra nossa casa e as esperanças do seu avô ressuscitaram.

o                   Paul, você não pode falhar. Trabalhe duro e viva com honra e dignidade, pela lembrança e pelo amor de seu avô".”

 

o       A FORMATURA DE PAUL HARRIS

o       PAG 178 “Um dos paraninfos, no início da cerimônia de formatura da turma, advogado experimentado, afirmou que seria aconselhável os formandos fazerem estágio de cinco anos em pequenas cidade, antes de se fixarem definitivamente, num centro maior.

o       Foi resolução definitiva. O moço sentia que o seu interesse absorvente por conhecer a vida familiar dos homens, no mundo, dar-lhe-ia subsídios para melhor compreender a alma humana.

o       Para manter a resolução de perambular pelo mundo, era necessário que o moço aceitasse qualquer serviço que lhe oferecessem. Fosse braçal ou intelectual. Vencesse centenas de quilômetros, cruzando montanhas e perambulando pelas ruas das grandes cidades. Dormisse ao relento e em pensões baratas, nos subúrbios das cidades. Até à fome se submetesse.”

 

3o A SOLIDÃO EM CHICAGO:

           

o       COLOCA-SE UMA PLACA DE ADVOGADO EM CHICAGO

o       PAG 185 “            Três meses antes dos cinco anos que me concedera para correr mundo e conhecer a alma humana cheguei a Chicago disposto a iniciar-me como defensor da lei. Minha juventude se fora.

o       Chicago passava por tempos sombrios. Eu os tivera, também, e não queria acreditar que os teria ainda piores. Eu me considerava especialista no suportar dificuldades. Contava com os meus recursos muito limitados, e esperava que, logo após haver afixado a placa indicativa do meu nome como advogado, teria algum trabalho. Mas as coisas não eram tão fáceis.

o       No entanto, ao jovem, que passara cinco anos em aventuras de múltipla característica, e que agora se tornara um jovem profissional, não era de se esperar que se transformasse, de pronto, num cidadão sereno e tranqüilo. O que sentia, prementemente, era solidão, principalmente aos domingos e feriados.

o       Os dias úteis da semana, embora me trouxessem algumas frustrações, ofereciam-me a compensação de conservar-me ocupado com os deveres profissionais, esquecendo os meus amargores espirituais. Domingos e feriados eram dias monótonos. De manhã podia ir à igreja, ao centro da cidade, mas às tardes eu caia em solidão e parecia-me que o tempo parava.

o       A presença de uma multidão de desconhecidos acentua-o mais do que a vastidão ilimitada de terra ou de água. Nem mesmo, a música de excelentes bandas conseguiam dissipar a minha melancolia.”

 

-           A Necessidade Gregária

o       A BUSCA DE AMIGOS

o       PAG 191 “Fazia minhas refeições em restaurantes alemães, escandinavos, italianos, gregos e húngaros. Fazia algumas relações mas não amizades. As praias de Chicago fervilhavam de banhistas e turistas e eram lugar de recreação satisfatória para centenas de milhares de pessoas que trabalhavam na cidade. Merecem toda a consideração as pessoas que dão a sua capacidade de esforço para a instalação e conservação dos parques, locais gratuitos de recreação do povo. Por toda a parte, muita gente mas nenhum conhecido entre ela. Faltava me o essencial: a presença de amigos.”

 

-           Uma Visita a um Amigo

o       PAG 192 “Uma noite fui visitar um amigo que morava num bairro. Após o jantar saímos a passear pelas vizinhanças e ele saudava, nominando, muitos negociantes nas suas lojas. Isso fez-me lembrar da minha aldeia. Essa lembrança sugeriu-me a indagação subjetiva do porque não haver, em Chicago, um agrupamento amigável, composto de um homem de cada profissão, sem restrições políticas ou religiosas dispostos à tolerância às opiniões alheias. Em tal associação poderia haver plena colaboração mútua...

 

-           O Início do Rotary e o nome ROTARY

o       O PRIMEIRO ROTARY:

o       PAG 192 “Não agi de imediato, ao impulso da idéia. Passaram-se meses. Anos, até. Nos grandes acontecimentos da vida é recomendável, ao homem de fé, que fique só, por algum tempo. Pensei maduramente no assunto e, em fevereiro de 1905, convidei três jovens homens de negócios e explanei-lhes a minha idéia de cooperação mútua e amizade informal, tal como conhecíamos nas nossas aldeias de origem. Eles aceitaram-na.”

        

o       O QUADRO SOCIAL

o       Silvester Schiele, meu amigo mais íntimo em Chicago, um daqueles três e o nosso primeiro presidente, foi, deles, o que permaneceu na instituição. Gustavus Loher e Hiram Shorey, os outros dois, abandonaram-na logo após. No entanto, muitos outros aderiram, de princípio, e aumentaram o quadro de sócios, com entusiasmo e determinação, o que ajudou muito o desenvolvimento do projeto.

        

o       O NOME ROTARY

o       PAG 193 “A terceira reunião do grupo apresentei sugestões de resoluções a tomar. Entre elas a denominação da entidade e o nome, que foi aprovado,  Rotary, em virtude de estarmos nos reunindo, em rodízio, nos lugares de trabalho de cada membro. Mais tarde passamos a nos reunir, ainda rotativamente, em vários hotéis e restaurantes. Assim nos mantivemos "rotarianos".

      

o       UMA REDE DE RELACIONAMENTO

o       PAG 194 “Muitos dos primeiros rotarianos cresceram no meio rural e a maioria deles é oriunda de pequenas cidades. Embora ainda não totalmente realizados, estarão em caminho de tornarem-se vencedores em futuro à vista. Alguns tiveram o privilégio de tornarem-se profissionais liberais, os demais - a maior parte - não.

o                   Eles se solidarizavam entre si. Ajudavam-se a progredir, materialmente e de outras formas. Alguns progrediam mais que os outros mas todos cultivavam as benesses da amizade.”

        

o       O PRINCÍPIO DAS CLASSIFICAÇÕES

o       PAG 201 “Talvez a maior característica do Rotary seja o sistema de classificações, que só permite como sócio de um R.C., um representante de cada negócio ou profissão. Pois bem, 2 séculos antes da concepção de Rotary, existia em Londres, uma sociedade com base na profissão dos seus sócios e Benjamin Franklin organizou o seu "Junto" em Filadélfia, num plano de classificações. Muitos anos antes, "A Societé de Philantropes", sediada em Strasburgo, na França, era quase idêntica ao Rotary nos seus propósitos idealísticos. Ocioso seria dizer que o conhecimento dessas organizações do passado só vieram aos fundadores do Rotary algum tempo depois de haverem eles concretizado a instituição.

o       É bastante freqüente esta pergunta: "Por quê o R.C. limita, a um profissional de cada atividade, a participação no seu quadro social?" A experiência provou que, assim, o companheirismo é mais efetivo, eliminam-se as suscetibilidades nos negócios e nas relações profissionais, estimula-se a solidariedade, fomenta-se a dignificação e o orgulho do exercício da própria profissão e alarga-se o espírito de compreensão das peculiaridades dos outros profissionais.”

        

o       O ROTARY E A COMUNIDADE:

o       PAG 209 “Mesmo antes da fundação do segundo R.C., convenci o R.C. de Chicago a contribuir com a comunidade, promovendo, com auxilio das autoridades e do povo, a construção de instalações sanitárias públicas na cidade. É possível que outro serviço mais atrativo pudesse ter sido escolhido para nossa primeira contribuição mas teria sido difícil haver achado outra que despertasse maior interesse. Duas forças formidáveis levantaram-se contra nós. Uma foi a associação dos cervejeiros de Chicago, que afirmava que os seis mil bares da cidade ofereciam instalações suficientes para todos os habitantes homens. A outra foi a Associação de lojas de Departamentos na State Street, que afirmava serem, as acomodações das lojas livres, suficientes para todas as mulheres. Os proponentes da medida, no entretanto, contestaram que os homens não precisariam comprar cerveja nem as mulheres adquirir mercadorias para servirem-se de sanitários. A despeito de todos esses CONTRAS, foram construídos os mitórios públicos.”

 

 

4o CEM ANOS DE REALIZAÇÕES:

        

o       A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

o       Pág 211 “Depois da Convenção de Chicago, em 1910, o progresso foi ininterrupto. Dentro de um ano havia 28 R.C. nos USA.

o       Em 1913 um tornado varreu o Estado de Nebraska e houve inundações em Ohio e Indiana. Os R.C. daqueles Estados, auxiliados pelos demais dos USA, entraram em ação, socorrendo e alimentando gente e animais e colaborando nos trabalhos de reconstrução. Foi então, que o Rotary revelou a sua grande vocação como organização de serviço.

o                   Veio, logo depois, a primeira Grande Guerra e os R.C. da Inglaterra e do Canadá provaram o seu valor. Quando os EUA e Cuba entraram na guerra, Rotary provou ser um dos maiores colaboradores de Tio Sam. Nasceu no nosso país de liberdade. Jamais poderia originar-se em meio ao despotismo.

o       Na época da Grande Guerra as Convenções do Rotary realizadas em 1917 e 1918, como é fácil compreender face à conjuntura da civilização nessa época, se dedicaram ao estudo de assuntos relacionados com a guerra.

o       Quando a Primeira Grande Guerra terminou as altas autoridades governamentais proclamaram o Rotary como a mais eficiente entre as organizações que se propuseram colaborar.”

        

o       A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

o       PAG 213 “E... outra vez ameaça de Guerra. Novamente o mundo estremeceu. Os serviços prestados pelos R.C. de 1939 a 1945 são excessivamente numerosos para serem aqui registrados.

o       Os rotarianos ingleses sentiam que, se o Rotary era benefício em tempo de paz, seria integralmente necessário na Guerra. Tornaram-se, pois, mais unidos, mais humanos, compreensivos e bondosos. Mesmo durante os bombardeios, continuaram a reunir-se.

o       Em vários países os rotarianos, determinados a manter o companheirismo, continuaram a reunir-se secretamente, mesmo sob a possibilidade das punições impostas pelo invasor.

o       Os rotarianos dinamarqueses, estimulados pelo seu rei, continuaram a reunir-se durante a ocupação nazista.

o       Nem uma outra organização privada recebeu mais atenção de governos do que o Rotary

o       O individualismo leva ao complexo de superioridade, responsável pela maioria das intolerância

o       Amizade é a pedra fundamental sobre a qual Rotary está edificado e tolerância é o cimento que une os seus homens. Há, em cada R.C., energia suficiente para explodi-lo em milhares de pedaços se não fosse o poder de contenção do espírito de tolerância. Esse espírito extraordinário, característico da vida de meu avô, que iluminou e mantém a minha fé.”

 

6o O ROTARY SE RE-ESTRUTURA:

      

o       As intensas alterções que ocorrem no mundo todo devido ao processos de Globalização, obriga o Conselho Diretor do Rotary INternational a definar novas estruturas e novos procedimentos.

o   Tais medidas, por causa da sua profundidade não pode ser implementado em curto prazo. Resolve, então, o Conselho Diretor implementar ao longo de 10 anos balizados por um Plano Estratégico. Partes do plano, denominados PLD e PLC materializam as mudanças.

Mas .... Isto é uma outra história que contarei em uma outra oportunidade.

 

Veja mais sobre Capacitação em Liderança em:
Gato_42.gif (19003 bytes)
Veja mais sobre o processo de aprendizado em:
Pato_04.gif (9403 bytes)

 

Esta é uma página pessoal que contém uma opinião essencialmente pessoal a cerca do livro Meu Caminho para Rotary, de autoria de Paul Harris.
As opiniões são, no fundo, "provocações" feitas aos nobres companheiros rotarianos e são baseadas em contatos, estudos e experiências pessoais e vale-se da liberdade proprocionada pela WEB. Ninguém é obrigado a aceitar, nem se pretende afirmar que as opiniões aqui colocadas sejam verdadeiras. Agora, se você gostou, pode imprimir, copiar e divulgar à vontade.
Roberto Massaru Watanabe
membro do Rotary Club de São Paulo - Tatuapé - EMAIL:roberto@ebanataw.com.br. Watanabe é engenheiro e como tal participou do projeto das grandes obras da engenharia nacional como a Rodovia dos Imigrantes e as hidrelétricas de Ilha Solteira, Itaipú e Tucurui. Nesses empreendimentos, adquiriu muita prática na organização e condução de grandes equipes.

RMW\GEROI\acaorotaria.htm em 15/02/2007, atualizado em 10/03/2024 .

    RMW-2102-12/04/2024