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A  POLÍTICA

15/09/2007

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      Entendo que POLÍTICA é um conjunto de idéias e ações

que objetiva mudanças na polis, isto é, na cidade, podendo ser “cidade” um povoado, um aglomerado, uma família, um município, enfim, qualquer aglomerado de pessoas para as quais aquele conjunto se aplique.

Quando um Arrimo de Família estabelece limites de consumos na casa, uma redução dos níveis de consumo, está definindo uma Política de Economia.

Quando um Governo de uma Cidade estabelece critérios e objetivos para que todos os habitantes sejam alfabetizados num determinado espaço de tempo, está definindo uma Política de Educação

Obviamente deve existir critérios para a elaboração de uma Política. O chefe de família, no exemplo acima, não pode, por questões éticas e morais, determinar a bel prazer os limites de consumo naquela família. Ele pode, antes de definir a política, consultar todos os moradores da casa.

A Política pode ser exercitada, basicamente, de duas formas: com a Constituição de um GOVERNO ou mesmo SEM que seja necessária a existência de um GOVERNO.

Quando há uma estrutura especialmente montada para o exercício da Política, chamamos de Demarquia. Quando não há essa estrutura especial, chamamos de Anarquia.

Nas residências antigas, o Pai exercia, por tradição, o Poder. Era o Governo da casa.

Nas residências modernas não há Governo. Todas as decisões importantes são tomadas em conjunto e as regras do dia a dia não estão formalizadas na forma de Constituição (não estão escritas) mas existem e são modificadas até de hora em hora em função das necessidades que surgem a todo tempo. Chamamos de Anarquia (Sem Governo). Não existe Assembléia Geral com a participação obrigatória de todos os membros da família para determinar, sugerir, emendar o que a Dona de Casa (cargo) deve comprar na próxima ida ao Supermercado. Tampouco existe em Almoxarife (cargo de confiança) para marcar a banana, o ovo que cada membro anda consumindo.

O termo Anarquia foi desfigurado pelos Governistas que defendiam a idéia de que sem governo não haveria ordem e que para se ter ordem era imprescindível haver alguma forma de governo. Para tentar convencer a população dessa idéia, disseminaram a falsa idéia de que a ausência de governo, isto é, a anarquia era sinônimo de bagunça.

Houve época em que o Governo era exercido pelas famílias abastardas, donas das fortunas. Era a Aristocracia. Quando a família era muito rica, então temos a Plutocracia.

Também tivemos época em que o Governo foi exercido por pessoas sem escrúpulos que lutavam pelo poder para poder roubar impunemente. Foi (ou ainda é) a Cleptocracia, isto é, o governo exercido por ladrões.

Outra forma é a Oligarquia, em que um grupo permanece no Governo não necessariamente para roubar, mas para tirar proveito próprios só para eles. Oligarquia significa governo para poucos.

Há sistema em que um a pessoa se autodenomina Governo e mantém, através da força, o seu Poder. É a Monarquia. Quando ele, o Monarca, sentir que não dá para continuar, ele mesmo nomeia seu sucessor.

Os bens materiais e imateriais podem ter um dono ou vários donos. Existe um sistema de governo em que os bens pertencem, não a um indivíduo, mas a um conjunto de indivíduos denominado “COMUNA”. Ninguém é dono de ninguém e de nada. Nele, tudo que se produz pertence à comuna. É o Comunismo.

Ao contrário, existe um outro sistema em que tudo que se produz pertence somente a um único dono. Quem produz não é dono daquilo que produz. À pessoa que teve condições materiais e investiu naquilo será o dono de tudo que se produz. É o Capitalismo.

Ao tomar as decisões, o Governo, em vez de fazer o que bem entende, pode levar em consideração a opinião do povo. Chama-se Democracia.

Tem vez que o Governo diz que vai levar em consideração a opinião do povo, mas não leva. É a Demagogia. Usa, para isso, subterfúgios como Voto Secreto, Sessão Secreta, etc. para esconder, escamotear, e proteger aqueles que "votam contra".

Encontramos situações em que, talvez por um fato momentâneo, determinado grupo de pessoas “tomam o poder” a qualquer pretexto. Chamamos de Oclocracia (o poder da multidão). Alguns desses grupos são organizados e conseguem seus intentos pela força e pela ameaça. Modernamente são os autodenominados Sem-Terra, Sem-Tetos e não respeitam a ordem.

Pode também o poder ser exercido por 2 Governos. Um manda e outro faz. Chama-se Parlamentarismo. Nele existe um Parlamento que diz o que deve ser feito e existe o Chefe de Governo que faz o que o Parlamento determina. É um sistema muito cômodo pois se alguma coisa der errado, um diz que fez por que o outro mandou e o outro diz que não foi bem assim que tinha sido mandado.

Há situações, muito raras, do Governo ser exercido não por pessoas, mas por um ou vários representantes do povo. Chamava-se a isso de República. Do grego Res Pública. Da coisa pública, do interesse do povo.

Em determinadas sociedade, que alguns chamam de primitivas, o Governo é exercido levando em consideração a opinião de todos. Chama-se Sociocracia e é praticada principalmente pelas organizações indígenas.

Há situações em que o governo é exercido não pelo pensamento das pessoas mas sim por critérios, técnicas, artimanhas imateriais como PIB, Balança Comercial e outros são utilizados e impostos para justificar outros atos de sacrifício para o povo. É a Tecnocracia.

Houve época em que o Governo foi exercido por pessoas “enviadas de Deus” que em nome de Deus impunha sacrifícios ao povo dizendo que era vontade de Deus. Foi a Teocracia.

Quando o Governo é exercido exclusivamente pelos militares, temos o Militarismo.

Há situações em que o Governo é exercido, ou tomado, por um grupo de pessoas que pregam determinadas idéias e tudo decidem em nome desse conjunto de idéias, ideologia. Chama-se Totalitalismo. É por exemplo o caso em que um Partido Político toma o poder e rasga, joga fora tudo o que pregava antes de tomar o poder e resolve ter outro discurso.

 

Veja mais sobre Capacitação em Liderança em:
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Veja mais sobre o processo de aprendizado em:
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Roberto Massaru Watanabe
membro do Rotary Club de São Paulo - Tatuapé - EMAIL: robertowatanabe@rotary4430.org.br. Watanabe é engenheiro e como tal participou do projeto das grandes obras da engenharia nacional como a Rodovia dos Imigrantes e as hidrelétricas de Ilha Solteira, Itaipú e Tucurui. Nesses empreendimentos, adquiriu muita prática na organização e condução de grandes equipes.

RMW\GEROI\acaorotaria.htm em 15/02/2007, atualizado em 22/05/2009 .

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