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3 - O FLUXO DEPOIS QUE A CIDADE FOI FORMADA |
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A formação da cidade altera a configuração do escoamento das águas. Reciprocametne, o novo escoamento altera o clima da região. |
COM A IMPERMEABILIZAÇÃO DO SOLO, A ÁGUA PRECISA PROCURAR OUTRA ROTA |
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| A construção das cidades altera a
permeabilidade do solo. Quando se constrói uma casa, o solo que compreende toda aquela área ocupada pela casa não vai mais receber água. Sua permeabilidade se torna, portanto, zero. A Lei do Zoneamento procura impedir que todo o lote de terreno seja ocupado. Define, então, um número percentual chamado Taxa de Ocupação, dando a entender que a casa não pode ocupar mais que aquele pecentual. A lei, entretanto, é falha e nada diz com relação à parte não ocupada do terreno. Então, o cidadão, por uma questão de facilidade de limpeza, aplica um grande cimentado em toda aquela área não ocupada pela casa. São raros os cidadãos que deixam um pequeno espaço reservado para o jardim. É por essa razão que a permeabilidade em zonas residenciais cai para ZERO na maior parte. Veja, por exemplo, o caso de um prédio de condomínio. O prédio em si ocupa uma parte pequena do terreno. O resto é totalmente ocupado pela garagem subterrânea. Não há nenhuma permeabilidade, isto é, a permeabilidade cai para zero. E não adianta colocar grandes jardins e floreiras pois tais jardins e floreiras instaladas sobre laje também tornam a permeabilidade zero. |
Há casos de grandes
estacionamentos abertos, principalmente em supermercados e shopping centers, cujo piso
são revestidos com asfalto. Toda essa água é drenada e despejada na rua para ser
conduzida à boca de lobo por onde ela atinge a galeria de águas pluviais. Antes do
revestimento do piso, a água da chuva infiltrava-se no próprio solo. No lado da via pública também encontramos problemas de permeabilidade. As ruas são revestidas com asfalto. Ora este material torna o solo totalmente impermeável. A água da chuva que antes era absorvida pelo próprio solo, passa a correr por cima do asfalto. Algumas excessões: As ruas antigas eram revestidas com os populares "macacos", tecnicamente conhecidos como paralelepípedos. Este tipo de revestimento deixa uma fresta entre um bloco e outro, fresta por onde a água da chuva pode infiltrar no subsolo. Clique aqui para ver outras considerações sobre o tipo de revestimento das vias públicas. Outros tipos de revestimentos como os blocos articulados como os populares blocos sextavados e outros de outros formatos, também deixam uma fresta entre um bloco e outro. Toda essa preocupação com o piso da via pública (ruas, praças e avenidas) não é muito significativa pois a área ocupada pelos logradouros públicos não chega a 20% da área total de uma cidade. |
\RMW\chuvas\chuva3.htm em 09/02/2002, atualizado em 26/11/2008.