Saiba por que o 4430 foi 2 vezes campeão mundial.

ROTARY INTERNATIONAL
DISTRITO 4430

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Ano Rotário 2003-04

Mensagem do Presidente de Rotary International,
companheiro Jonathan B. Majiyagbe

Veja entrevista com o companheiro Jonathan Majiyagbe

Caros Companheiros.

Pelo mundo afora milhões de pessoas vagam nas trevas da pobreza, mazela que impinge sofrimentos atrozes e relega a agruras sem fim os infelizes que nas malhas dele se encontram. Nos países mais carentes do orbe terrestre, homens e mulheres se cobrem com andrajos e crianças famélicas caminham nuas a ostentar seus corpos flagelados.

Mais uma geração está sendo privada de educação e saúde, o que deixa o campo fértil para que se abram as chagas da ignorância e apareçam as doenças do corpo e da alma. Mais uma geração perdida, sem esperanças de um futuro decente.

Este cenário macabro, conhecido por muitos rotarianos, faz parte da paisagem do mundo em desenvolvimento. Por vários anos, Rotary Clubs e distritos rotários têm se empenhadopara levar comida a quem tem fome, agasalho a quem tem frio, água a quem tem sede e saúde a quem está doente.

São muitas as faces da pobreza e do sofrimento humano. Na África ela se despe por inteiro, revelando todo seu tenebroso espectro. Em países ricos ela é mais sutil e passa até despercebida, o que faz alguns pensarem que não está presente nas nações civilizadas. Na maioria dos conglomerados humanos, há gente atravessando sérias privações. Rotarianos, peço que vigiem e estejam alertas e a postos para ajudar pragmática e carinhosamente esses seres aos quais lhes foi negado o básico para viver com um mínimo de dignidade.

A maioria dos rotarianos goza do privilégio de viver segura e confortavelmente, entretanto, por habitarmos a mesm aldeia global, não estamos a salvo dos efeitos destruidores de conflitos que se desdobram nos vários cantos de nosso planeta. Os horrores de guerras, fome e catástrofes naturais podem ser sentidos em qualquer lugar da Terra, tornando ainda mais difícil o estabelecimento da paz. Cabe a nós anular a desesperança nascida da miséria, combustível que alimenta os conflitos mundiais, para que a luz brilhe na estrada dos aflitos. Em 2003-04, encaremos esses desafios e comatamos a pobreza com todas as forças e recursos a nosso dispor.

Parte desses recursos deve ser canalizada para propiciar instrução às mulheres. No mundo em desenvolvimento há mais mulheres analfabetas do que homens, um desequilíbrio predador que ignora o fato de geralmente serem elas as responsáveis pela educação dos filhos. Uma vez alfabetizadas podem passar adiante seus conhecimentos garantindo, assim, que a próxima geração tenha melhores condições de vida e possa sonhar com um lugar ao sol.

Podemos combater a miséria utilizando microcréditos, forma pela qual pequenos empréstimos são tomados, principalmente por mulheres que não conseguem obter linhas de crédito pelas vias comuns. Mesmo quantias de apenas US$ 100 podem capacitar esses pequenos empreendedores a abrir seus modestos negócios, permitindo que escapem das garras perniciosas da pobreza e zelem por suas famílias. Graças a iniciativas de empréstimos rotativos, comunidades inteiras saíram de uma vida de mera subsistência para vislumbrar um amanhã promissor.

Em 2003-04, o RI lançará a iniciativa clubes irmãos como parte das celebrações do seu cententário, oportunidade ideal para que os clubes se unam para tentar abater a pobreza. Através dos programas de Serviços à Comunidade Mundial e Subsídios Humanitários da Fundação Rotária cruzamos oceanos e fronteiras para ofertar ajuda e aliviar o sofrimento dos menos afortunados.

Para obter êxito na cruzada contra a pobreza, o Rotary deve contar com um quadro social vigoroso. Em 2003-04 o enfoque deve ser na retenção. O peso de trazer novos sócios é quase nada comparado ao trabalho necessário para que permaneçam na organização e engajem em intentos expressivos. O ambiente no clube deve ser acolhedor para que o sócio se sinta em casa e esteja ciente de que pertence à família rotária e por ela é valorizado.

Não podemos nos furtar à obrigação de compartilhar Rotary com homens e mulheres qualificados. Tendo isso em mente, incentivo os clubes a recrutar mais pessoas do sexo feminino. Embora o número de mulheres em posições de destaque no mundo profissional e corporativo continue subindo vertiginosamente, elas estão sub-representadas no Rotary, uma vez que compõem menos de 10 por cento do quadro social.

Clubes em mais de 20 países ainda não admitem mulheres em suas fileiras, e isso nõ pode continuar!

Mulheres, que passaram a se associar ao Rotary a partir de 1989, contribuíram imensamente para que o tamanho de nosso quadro social não despencasse.

Além disso, aumentaram a qualidade dos serviços prestados por seus clubes e, por conseguinte, beneficiaram sobremaneira o Rotary International. Em reconhecimento ao inestimável papel das rotarianas, o conselho diretor e o conselho de legislação de 2001 incentivam a formação de clubes mistos. No regimento interno está estipulado que nenhum clube pode negar associação com base no sexo do candidato. Partindo dessa premissa, os Rotary Clubs farão bem se procurarem admitir mulheres.

Ao guiarmo-nos pela vereda da prestação de serviços em 2003-04, peço a todos os rotarianos que Dêem a Mão ao Próximo. Este é um lema bastante simples, mas acredito que captura a essência do propósito rotário. Como rotarianos, sem Damos a Mão em nossas comunidades e no mundo. Damos a Mão aos companheiros, tanto no clube quanto internacionalmente. Algumas vezes esse simples gesto basta para transformar uma vida. Em outras instâncias, uma mão pode se tornar muitas, a exemplo de rotarianos que colaboram para erradicar a pólio combater o analfabetismo, fornecer casa populares, neutralizar conflitos e eliminar o peso do fardo dos desditosos. Está em nossa natureza rotária oferecer ajuda, onde quer que seja necessária. Portanto, em 2003-04, não percamos nenhuma chance de Dar a Mão ao Próximo.

Iniciemos o ano rotário de braços e alma abertos, prontos para socorrer nossos semelhantes. Movidos pelo mesmo ideal, não há barreiras que não possam ser transpostas.

Nigéria, maio de 2003.

Jonathan B. Majiyagbe